Já tentei não ouvir músicas românticas, já li manuais de como esquecer, já conheci outras pessoas, já chorei litros de lágrimas e fui forte ocupando minha cabeça com afazeres mil. Já me candidatei a uma vaga de emprego em outro estado e tentei me afastar geograficamente, já me senti uma adolescente aos 30, já arranquei (literalmente) meus cabelos, já sorri, quando quis chorar e já chorei muito precisando sorrir. Já perdoei e deixei a esperança vencer o desespero, busquei Deus, amigos, explicações... Já tentei não me abater pela tristeza, já sorri descontroladamente...Tive ataques psicóticos, síndrome de perseguição e já me encolhi no chão, em um canto qualquer da sala chorando copiosamente... e o que adiantou?! A sensação é que não amadureço, não me convenço e não tenho amor próprio. Sinto-me desrespeitada, constrangida e mal-amada. Perdi o humor, a capacidade de fazer piadas, a leveza da vida... o tempo passa e isso é o mal que me atormenta na atualidade. Medo de continuar a perder tempo, não ser capaz de reconstruir-me, de sair desse quase fundo do poço em que me encontro... Sim, “quase”, uma vez que não quero acreditar que já cheguei lá... e assim sigo, me enganando, sofrendo, triste e sem ânimo. Como podemos ser felizes sozinhos? Alguém me ensina, por favor?! Preciso aprender. Porque começo a me conformar com meu destino ligado à solidão...
É querido, tudo isso é humano, sei disso, mas parece não ser coisa de gente que tem sentimento e sensibilidade... esse mal que você faz, parece coisa de gente que tem sangue sim... mas de barata. Que me perdoem as baratas!
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